Escola de Todos.

O que os professores aprenderam com o processo.

Na Escola Municipal Emílio Carlos a professora de Português avaliou que “o percentual de 10% de alunos não alfabetizados na 5ª série da escola refletia-se em vários aspectos: acompanhamento das aulas, motivação, integração ao grupo, auto-estima, comunicação, modo como se vêem e são vistos pelos outro, etc. O resultado disso, muitas vezes, é a reprovação na série cursada, bloqueios diversos e até mesmo a exclusão”.

Para minimizar esse problema a professora planejou atividades que estimulassem a leitura. Identificou os alunos que apresentavam dificuldade, selecionou livros, dividiu a turma em duplas para os trabalhos, utilizou um software de informática, criou um intercâmbio para trocas de livros, dedicou uma parte da aula para leitura em voz alta e conversa sobre os livros, avaliou o trabalho nas salas de informática e nas rodas de leitura. Os objetivos propostos foram alcançados em sua totalidade, o percentual de diminuição do conceito alcançou 59%. A autora conseguiu parceria de outros professores que apoiaram o projeto, ativaram outros projetos de leitura já existentes e auxiliaram no diagnóstico dos alunos para identificar o que era problema de dificuldades de aprendizagem e problemas de mero desinteresse. Como desdobramento teve a ampliação do projeto para atender turma da 6ª série, inclusão de novas turmas da escola na valorização da leitura e da inclusão digital e apoio da professora de matemática.

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